(uma mulher sozinha a ler Beckett, enquanto bebe um chá. Alguém aproxima-se)
- Desculpe, creio que já nos conhecemos...
- Não me parece.
- Tenho ideia de que já a vi no passado.
- Impossível. Eu estou sempre presente.
- Eu lembro-me de si!
- Talvez... mas mais pequenina?
- Sim! Lembro-me de si mais nova.
- Não. Eu disse mais pequena... como uma criança.
- Isso, isso.
- Você lembra-se de mim mais pequena. Mais nova não acredito.
- Não estou a perceber.
- Eu acabo de nascer. Nasço e renasço a cada instante.
- Quer dizer que estou a falar consigo pela primeira vez?
- É sempre como se fosse a primeira vez.
rla
"histórias e desabafos poéticos que quase passaram pela cabeça de Samuel Becket, Franz Kafka, Fernando Pessoa ou mesmo Gonçalo M. Tavares"
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
do amor...
não há no mundo emoção mais forte do que o amor.
é o amor que dá a vida.
dele, nasce tudo o que existe.
existo por ele, e para ele.
do sofrimento procuramos a alegria. da dor extraímos o prazer. e o que é o amor senão isso? e o que é o amor senão o medo? de perder.
não há emoção no mundo mais forte do que o amor.
é o amor que dá a vida.
dele, nasce tudo o que existe.
existo por ele, e para ele.
do sofrimento procuramos a alegria. da dor extraímos o prazer. e o que é o amor senão isso? e o que é o amor senão o medo? de perder.
não há emoção no mundo mais forte do que o amor.
rla
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
o meu quarto

um ano começa. um novo ciclo aparece.
depois dos textos dos outros, um ciclo de textos originais.
e sem esquecer os dos outros, os dos verdadeiros escritores, quero fazer aparecer à janela um bocadinho do meu quarto, afastando a cortina opaca, que até agora apenas deixava passar a luz de fora para dentro...
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